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Não esperem regras e nem rótulos. Posso falar de cinema, música, teatro, utilidades e também futilidades públicas. Jornalismo sem restrições. Lembrando que mudo de opinião, sim. Portanto, não me deem fórmulas certas. Eu não acerto sempre.

Aqui tem todos os meus contatos e espaço de sobra para comentários, críticas e sugestões. Afinal, quem escreve o que quer escuta o que vier...



Os Vingadores



Loki retorna à Terra enviado pelos chitauri, uma raça alienígena que pretende dominar os humanos. Com a promessa de que será o soberano do planeta, ele rouba o cubo mágico dentro de instalações da S.H.I.E.L.D. e, com isso, adquire grandes poderes. Gavião Arqueiro, Homem de Ferro, Capitão América, Thor, Hulk e Viúva Negra são os nossos heróis. Chega de blablablá, nossos vingadores não precisam de sinopse, vamos partir pro que interessa.

Primeiro quero deixar claro que qualquer um pode ler esse texto, não vou contar nada que atrapalhe aos que ainda não assistiram. Não podemos esquecer que "Os Vingadores" é um projeto bastante arriscado, já que reúne personagens principais em um mesmo filme. Mas se enganou quem supôs que algum deles fosse se tornar coadjuvante. Todos tiveram importâncias especiais dentro do longa. E para nós, fãs, é inexplicável ver todos eles juntos e lutando ao mesmo tempo.

É incrível ver o Hulk fazer cenas cômicas, dando soco nos mocinhos e surra no vilão. Desculpem, escapoliu. Não vou mais entrar em detalhes. Vamos falar sobre os famosos, que estavam excelentes em cena. Mark Ruffalo passava um olhar Hulk de ser mesmo antes de se transformar no monstrão verde. Robert Downey Jr, o moço da armadura de ferro, não precisa de comentários. Adoro o jeitão sarcástico do personagem.
É um filme de super herói? Não. É um filme de super heróis, no plural, e isso faz total diferença. Vocês já viram algum super herói receber ordens? Aposto que não. E é justamente esse o grande problema (e o grande barato) do grupo: trabalhar em equipe. Não posso deixar de citar minha queridinha Scarlett Johansson. A Viúva Negra deu show e mostrou que não precisa ser de ferro, nem verde e nem ter superpoderes para se tornar uma heroína de respeito.

Os efeitos especiais são incríveis, o som é de primeira linha e o efeito 3d é desnecessário. Ver aquelas explosões, a cidade sendo devastada e o Hulk destruindo tudo, deixa a gente sem piscar em qualquer dimensão. "Os Vingadores" é um projeto anunciado desde 2008 em uma cena de pós créditos. E, desde então, não saiu do nosso pensamento. Preciso lembrar o quanto é importante assistir os pós créditos? Enfim, meu receio de esperar muito de um determinado filme e depois achar defeito nos detalhes foi por água abaixo. Como diria Tim Maia, "foi mais que pensei, foi mais que esperava, baby." A Marvel nos deu um presentão.

Paula Burlamaqui em “Avenida Brasil”

Paula Burlamaqui entrará no elenco da novela “Avenida Brasil”. A atriz já mudou o visual para interpretar uma ex-atriz pornô, Soninha Catatau, que passa a se chamar Dolores depois de se tornar evangélica. Na trama, Paula interpretará a mãe de Roni (Daniel Rocha). Ela tentará se aproximar do filho que abandonou com o pai, Diógenes (Otávio Augusto), ainda pequeno. Sobre a personagem, ela adiantou: “Tudo indica que ela era viciada em sexo, porque dirá sempre a Diógenes que está 'curada do seu vício', que hoje encontrou na religião tudo o que precisa”.

Paula Burlamaqui é muito bem-vinda, a novela está mesmo precisando de movimento. O tema central (e único interessante) da vingança da enteada contra a madrasta não vai se sustentar por mais de seis meses. É cruel esperar que o sucesso de uma trama de horário nobre seja responsabilidade de apenas duas atrizes. Adriana Esteves e Débora Falabella não darão conta de uma novela inteira sozinhas. Vamos aguardar...

Palco MPB com Maria Gadú


 
O Sesi Cultural apresenta o Palco MPB, sempre com grandes nomes da música popular brasileira. Maria Gadú é a bola da vez e vai nos presentear com músicas inéditas do seu novo cd. A gravação vai ser no Teatro Sesi, no Centro do Rio, dia 14 de maio. Um show gratuito e que terá distribuição de senhas a partir das 17h do dia do espetáculo, que começa às 19h. O teatro fica na Av. Graça Aranha, número 01. Não podemos perder.

Vira-latas atacam ladrão em Juiz de Fora


Dois cães vira-latas impediram um assalto a um posto de combustíveis em Juiz de Fora. O episódio foi registrado pelas câmeras do circuito interno do estabelecimento. A ação aconteceu durante a madrugada e durou menos de um minuto. Quando o assaltante entrou no escritório do posto, os dois cachorros morderam e puxaram a calça do homem, que, assustado, fugiu. O bandido usava uma faca e, após o ataque dos cães, o frentista correu atrás do ladrão com um pedaço de pau em uma das mãos. Na câmera instalada na cobertura do posto, é possível ver também os cachorros perseguindo o ladrão até a rua.

Os animais chegaram ao posto por acaso e foram adotados pelos funcionários. Agora, eles estão sendo tratados como heróis. O posto foi assaltado cinco vezes em dois meses, mesmo com uma pequena unidade móvel da Polícia Militar (PM) instalada dentro do estabelecimento. Detalhe: na hora da tentativa de assalto não haviam militares no local. A polícia não tem pistas do assaltante, mas talvez os cães Chopp e Suzi tenham, já que são os melhores amigos do homem e os maiores inimigos dos bandidos. O mais engraçado é que eles não recebem salário pra trabalhar.

Vale conferir o vídeo dos cães colocando o bandido pra correr:
http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2012/05/vira-latas-atacam-ladrao-e-impedem-assalto-posto-em-juiz-de-fora.html


Mais Que Dilmais


Gustavo Mendes ficou conhecido pela internet destacando-se nas imitações de Dilma Rousseff. E, apesar de as imitações da nossa presidente serem as mais aguardadas da peça, o espetáculo vai muito além disso. O show "Mais Que Dilmais" arranca gargalhadas, mesmo com um ator bastante desbocado. Não esperem por um texto parecido com o que assistimos em "Casseta e Planeta". Os palavrões permanecem durante todo o espetáculo, apesar disso não ser um ponto negativo.

Confesso que não curto muito quem apela pros xingamentos pra fazer o público rir, mas o Gustavo faz isso ficar natural. A coisa fica engraçada pelo jeito que ele coloca e não pelo palavrão dito. É até estranho chamar de palavrão, já que tudo soa tão comum. Nada é proibido na peça e é gostoso ouvir o que ninguém diz. O sexo é tratado sem pudores e a gente ri o tempo inteiro com histórias de padres pedófilos, bobagens dos relacionamentos conjugais, imitações do mundo musical e com a naturalidade com que o Gustavo Mendes manda alguém tomar no cu. Foi ótimo, um stand-up de primeira com precinho camarada.

12 Horas



Jill (Amanda Seyfried) volta pra casa depois do seu trabalho noturno e encontra a cama de sua irmã vazia. A moça fica convencida de que o serial killer que a raptou dois anos antes voltou pra terminar o serviço. Mas a polícia não acredita nela e o tempo está se esgotando. Sem ninguém a quem recorrer, Jill sai em busca de sua irmã e quer se vingar do assassino.



A trama mistura realidade e fantasia. A personagem Jill foi internada como louca e os policiais não acreditam nas mortes que ela diz ter acontecido. Eles até brincam e chamam de abdução, como se ela nunca tivesse sido sequestrada. Durante a história não sabemos se a loirinha é realmente maluca ou se está falando a verdade. Não sabemos o que é real e o que não é. Só sabemos que sua irmã Molly sumiu. Mas será que Molly realmente existe? Será que é tudo paranoia de uma mente doente? Claro que não vou contar.



O que eu posso contar é que o filme é bom. É um suspense intrigante e tenso. Ficamos o tempo todo de olho nos detalhes e tentando descobrir tudo antes da hora. E o final vale todo o decorrer do mistério. Não pela surpresa, mas pelo deboche. Uma heroína corajosa e debochada é muito mais interessante do que a descoberta de um assassino que pode nem existir. Assistam e vão entender o que quero dizer. Agora tudo pode não fazer o menor sentido, mas eu não sou louco. É só o meu jeito de não entregar todo o ouro e fazer com que a diversão perca a graça. O filme é bom e eu não tomo remédios controlados.


Aquele Beijo para Miguel Falabella




Miguel Falabella divertiu o público em "Aquele Beijo". Teve casamento, morte, batida de carro e até noiva chegando ao altar escoltada pela polícia. Giovanna Antonelli está de parabéns por sua esfomeada personagem Cláudia. A atriz bateu um bolão interpretando essa moça cativante, esfomeada pela vida e pelas guloseimas. Não faltou nada nesse último capítulo, todos os personagens tiveram sua importância e seu momento de glória. Um respeito com os atores e com os expectadores que acompanharam a história.



Miguel Falabella não pecou e resgatou a simplicidade dos finais de folhetim. Não precisa ser um grande gênio pra saber que crianças nascendo, casamentos acontecendo e reconciliações em família sempre funcionam em despedidas de novelas. Mas ele soube mesclar com maestria o bem e o mal sem deixar a comédia se perder. Puniu quem não prestava, deu final feliz aos pombinhos, matou quem matava a gente de rir e deixou vivo quem não tinha caráter. Aquele beijo pro Miguel Falabella, que nos divertiu bastante nesses últimos meses e brincou de fazer novela.


Kelly é eliminada do BBB 12



Sim, eu assisto reality show. Sim, eu torcia pela Kelly no BBB 12. Fiquei triste com a eliminação dessa mineirinha nessa edição, apesar de já imaginar que ela sairia da disputa. É engraçado como a própria Rede Globo decreta o destino de um participante. Kelly foi tachada de "planta", por não se meter muito nas confusões do jogo. Ela preferiu estar feliz e aproveitar ao máximo o sonho de estar no Big Brother. E isso é muito melhor do que ficar de fofoquinha pelos cantos, combinando votos, tentando passar por cima do outro a qualquer custo. Kelly não combinava votos, se manteve coerente, não brigou com ninguém, foi fiel ao noivo e, por isso, não venceu. Com 57% dos votos, Kelly foi eliminada, perdendo para o modelo Jonas. Com um discurso falando sobre a família, Pedro Bial fala da eliminação da moça.



Kelly foi ganhando minha simpatia ao decorrer do jogo, com atitudes bonitas de amizade dentro de um ambiente onde o dinheiro sempre fala mais alto. Kelly se divertiu ali dentro e seu maior interesse era curtir a piscina, as festas, a brincadeira. Na última festa, ela desvia de um beijo do Jonas e beija a aliança de noivado que está em sua mão direita, um dos gestos mais bonitos que eu vi. Mas essas coisas passam despercebidas. Ser decente não está na moda, é mais fácil e mais cômodo tachar de "planta". O mundo anda bem esquisito mesmo, não sei como ainda me espanto. Está cada vez mais fora de moda aquilo que realmente importa. E não adianta eu tentar explicar o meu ponto de vista, vão me olhar como um ser alienígena. Aliás, meu ponto de vista normalmente é bem diferente do da maioria. Então, é melhor guardar pra mim mesmo. Os poucos, como a Kelly e eu, que ainda dão valor ao que realmente importa vão entender o que quero dizer. Parabéns, Kelly. Você venceu.  


A Invenção de Hugo Cabret



"A Invenção de Hugo Cabret" conta a história de um órfão vivendo uma vida secreta nas paredes de uma estação de trem em Paris. O menino mora dentro de um relógio e tem o mesmo dom do pai: consertar objetos e principalmente relógios. Com a ajuda de uma garota apaixonada por literatura, ele busca a resposta para um mistério que liga o pai que ele perdeu recentemente e o mal humorado dono de uma loja de brinquedos.



A faixa etária livre induz um filme infantil, mas muitos grandões vão se deliciar com essa trama. É um roteiro voltado para os amantes do cinema e para aqueles que ainda se emocionam com bonitos gestos de família. Hugo é bastante sofrido, sente muita falta do pai e faz a gente ficar o tempo inteiro torcendo por ele. O garoto tem talento (e dessa vez falo do menino ator e do menino personagem ao mesmo tempo).



O efeito 3d, dessa vez, não faz tanta diferença. A tecnologia é fantástica, claro. Eu sempre indico. Porém, não é isso que faz o filme brilhar. Nós, adultos, percebemos detalhes que vão passar despercebidos para as crianças. E o mais bacana é que o termo "vice-versa" é totalmente apropriado neste encaixe, já que as crianças também vão se vislumbrar naquele mundão de fantasia merecedor das estatuetas de melhor fotografia, efeitos visuais e direção de arte. Além desses, o filme também faturou as premiações de melhor edição e melhor mixagem de som. O diretor Martin Scorsese arrebentou e está de parabéns. "É um filme que deixa a gente bem", como disse minha amiga Camila, ao levantarmos da cadeira do cinema.



Woody Allen e John Turturro



Woody Allen irá fazer mais uma de suas raras participações como ator em obras de outros cineastas. Ele acaba de ser confirmado no elenco da mais nova empreitada de John Turturro. Esta será a terceira parceria da dupla. Turturro teve um pequeno papel em "Hannah e Suas Irmãs", filme dirigido por Allen. E, em 2000, os dois integraram o elenco de "Um Agente como a Gente". Duas outras novidades no elenco são Sharon Stone e Sofia Vergara, estrela do premiado seriado Modern Family.



A história do filme gira em torno de um sujeito (Turturro) que precisa de dinheiro e convence seu melhor amigo (Allen) a entrar no negócio de gigolô. Sharon Stone interpretará a dermatologista do personagem de Allen, enquanto Sofia Vergara dará vida a uma cliente rica que quer fazer sexo à três com os dois protagonistas. As filmagens começam no próximo mês de abril. Ainda não há previsão de lançamento, mas espero que não demore.



Caso Eloá




Lindemberg Alves Fernandes, assassino confesso de Eloá Pimental, foi condenado a 98 anos e 10 meses de prisão pela morte da ex-namorada. Finalmente a justiça foi feita. Mas acho cômico, apesar de trágico, julgarem este indivíduo como se ele TALVEZ não tivesse a intenção de matar a menina. Tantas imagens, tantos vídeos, tanta gente envolvida e tudo exposto pra todo mundo ver na telinha, nos jornais, em todos os meios de noticiários. Tudo ali, prontinho, na cara da gente. Fatos gravados e mais do que comprovados.



Como ele não tinha intenção de matar se ele tinha um arma? Como alguém que não tem intenção de matar atira na cabeça de outra pessoa? A defensora (não prefiro tratá-la assim, mas é o termo que foi usado) pediu para que os sete jurados vissem Lindemberg como um parente, já que "ele não é um bandido". Desculpa, mas é engraçado de tão ridículo. Bandido ele pode não ser, mas é um assassino. E um assassino confesso.



Lindemberg teve a intenção de matar e não precisa ser muito inteligente para ter essa conclusão. No Brasil não existe pena de morte. Porém, 98 anos de prisão é um sinônimo bem próximo disso. E eu vou torcer que ele não ganhe nem um só mês a menos nessa pena. Espero que a justiça realmente seja feita em um decreto único, sem reduções de dias, meses ou anos. É uma pena que ele não estará vivo para cumprir cada um dos próximos 98 anos. Boa estadia, Lindemberg.
 


Dercy... de verdade!




Para dar vida à Dercy Gonçalves, a equipe de caracterização recuperou registros dos penteados e cortes de cabelo que a artista usava, fez testes com algumas perucas do acervo da emissora e, por fim, recriou os looks. O seriado, que terminou ontem, foi um sucesso. Não perdi nenhum dos quatro capítulos. Muita gente só conhecia a Dercy como "a velha que xingava" e não sabia o quanto esta mulher foi guerreira e muito além dos palavrões. O chamado stand up, que hoje parece novo, foi criado por Dercy por volta de 1950.



Dercy é a pioneira do stand up comedy mesmo quando ainda nem existia esse termo. Heloísa Périssé e Fafy Siqueira bateram um bolão de interpretação. Dava a impressão de que era realmente a Dercy Gonçalves que estávamos vendo. Fafy, em especial, foi fantástica. Até os trejeitos com a boca ela conseguiu reproduzir com perfeição. Parabéns à Maria Adelaide Amaral, pela obra prima de roteiro, e à emissora, por ter feito muita gente conhecer um pouco mais desta grande diva do teatro.



Big Brother Brasil 12




E foi dada a largada para o jogo no BBB 12. Depois de uma prova de resistência de quase 30 horas, a participante Kelly foi a vencedora e está imune essa semana (merecidamente, claro). Ontem, na prova do líder, João Carvalho levou a melhor. Confesso que não fui muito com a cara dele não. O cara parece um bicho, é muito estranho e parece ter um mau humor danado (tomara que eu esteja enganado). Simpatizei com a Jakeline, com a Fabiana e com a Laisa. Dos rapazes, o Ronaldo, o Jonas e Yuri parecem ser do bem. Mas tudo ainda está no começo. Muitas máscaras ainda vão cair e muita gente não vai conseguir manter o que não é. Vamos dar tempo ao tempo e espiar bastante. Adoro esse jogo...



Compramos um Zoológico




Em “Compramos um Zoológico”, o diretor Cameron Crowe adaptou a história real do jornalista britânico Benjamin Mee (vivido por Matt Damon). A virada na vida de Benjamin ocorreu em 2006, quando, meses após a morte de sua mulher, ele resolveu comprar o terreno do Dartmoor Zoological Park, no sul da Inglaterra, mudou-se para lá com os dois filhos e passou a tomar conta de todos os animais que haviam no local. É uma história real muito bonita, onde a reestruturação da família é o tema central. No filme, a comédia fica com a pequena Rosie, a filha de sete anos de Ben. A menina parece ser o gancho principal que une pai e filho numa tentativa nobre de reconstruir os laços familiares.



A trama é especial e o que mais me deixou espantado foi ver as crianças dentro da sala de cinema em silêncio e tocadas com a história. É um tema simples e nada muito diferente do que já vimos, mas emociona (principalmente por ser baseada em fatos). Destaco duas cenas: uma na qual Benjamin faz um discurso enorme tentando mostrar sua dificuldade de superar a morte da esposa e por fim diz "não consigo seguir em frente". Logo em seguida, a personagem Kelly (de Scarlett Johansson) simplesmente diz "eu consigo". Outra cena interessante é quando perguntam pra ele o motivo de ter comprado um zoológico e ele responde "por que não?". É fantástico. Mergulhei de cabeça nessa aventura.



Sheron Menezzes é o bicho!



Batata Frida, Fidel Castrado e Tripé (um gatinho de tres patas) são animais de sorte, muita sorte. Eles não tinham dono, viviam na rua e de repente ganharam um lar e uma "mãe" amorosa. Todos foram adotados pela atriz Sheron Menezzes e levados para morar com ela em seu apartamento no bairro de Ipanema, Zona Sul do Rio.

Sou apaixonada por animais e, quando vejo gestos como este, não posso deixar de comentar. É tanta gente fazendo maldade que vale divulgar o bem. E não podemos esquecer que os bichos são mais amigos do que muitos seres humanos por aí. Sheron conseguiu dar um lar a praticamente todos os bichos abandonados em um evento de adoção de animais, mas ela notou que havia sobrado um gatinho.

Por causa de seu defeito físico -tinha apenas três patas- ele foi rejeitado para adoção e estava em um cantinho solitário.“Não resisti! Ele era muito lindo. Preto e branco com olhos verdes, então levei para casa e o batizei de Tripé. Os três hoje são grandes amigos”, contou. Parabéns, Sheron!


Fátima Bernardes sai do "Jornal Nacional"



A apresentadora Fátima Bernardes sairá do ”Jornal Nacional”, anunciou a Rede Globo em coletiva realizada no Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (1). Patrícia Poeta, atualmente no “Fantástico”, substituirá Fátima, que só fica no jornal até a próxima segunda-feira. Já no "Fantástico", Patrícia ainda apresentará o programa por mais dois domingos. No dia 11, ela dará o lugar para Renata Ceribelli (miss medida certa), que assumirá de vez a apresentação do dominical. “Colocaram para mim o desafio de apresentar um dos melhores programas da TV brasileira. Estou muito feliz e pronta para encarar esse desafio”, disse Renata sobre o “Fantástico”.



Fátima Bernardes disse que decidiu sair do “JN” quando percebeu que não estava conseguindo conciliar seu novo projeto de um programa que vai para a grade da Globo com o cargo de editora-executiva, cargo este que também será assumido por Patrícia Poeta. “Incomodava chegar tarde no jornal porque estava em alguma reunião do projeto”, justificou a jornalista. A saída da Fátima do "JN" é um marco na história do jornalismo, mas sou fã de carteirinha da Patrícia Poeta. Será uma troca de duas gigantes. O que me resta é torcer pra que esse novo trabalho da Fátima Bernardes seja muito bem recebido pelo público. Com certeza vem coisa boa por aí...

Marcela está realmente morta?



Suzana Pires diz que está muito feliz com a repercussão da personagem, que, com suas artimanhas para conseguir furos de reportagem, se tornou uma das mais comentadas da trama das nove. "Eu não tinha noção do tamanho que a coisa tomou", afirmou. Ela diz, no entanto, que ficou sabendo da campanha no Twitter que pede ao autor Aguinaldo Silva que a personagem não morra. "Achei que as pessoas iam virar a cara, mas o que aconteceu foi o oposto", comentou. Segundo a atriz, o que ela mais ouve nas ruas são as frases: "Você é quem faz o circo pegar fogo" ou "O que você vai aprontar agora?". Eu só sei que estou numa torcida danada pra ver a Marcela aparecer vivinha da silva. Vai ser no mínimo cômico. E, além do mais, só o autor pode afirmar se ela realmente cantou pra subir. Nãna não, bebê...

Mussum é homenageado em "Tapas & Beijos"



Tudo começou no episódio de ontem, quando Fátima (Fernanda Torres) percebeu a enorme tatuagem que Bia (Malu Rodrigues) tinha no corpo. Fátima não teve dúvidas: "também vou fazer uma tatuagem assim, bem bonita!", disse para Sueli (Andréa Beltrão). Sueli, mais realista, respondeu: "é que ela é jovem... nessa idade até espinha nas costas fica bonito!". Foi então que, no seu horário de almoço, Fátima resolveu ir correndo contar o seu projeto novo para o seu amante Armane (Vladimir Brichta). Chegou ansiosa no estabelecimento do bonitão, despejando sobre ele a sua decisão de fazer uma bela tatuagem: "forever young", tatuado erroneamente por "forevis young". Ri muito!

Silvio Santos pode ficar sem jingle



Quase dez anos após vencer Silvio Santos na Justiça, o compositor de uma das músicas mais famosas da TV levará uma bolada em dinheiro do dono do SBT e, de quebra, o jingle que marcou a trajetória do apresentador. Trata-se do famoso "Lá, lá, lá, lá... Agora é hora / De Alegria / Vamos sorrir e cantar / Do mundo não se leva nada / Vamos sorrir e cantar. Lá, lá, lá, lá... Silvio Santos vem aí...", que virou briga judicial envolvendo o compositor Archimedes Messina e o SBT. Tadinho do tio Silvio.

Nando Motta



Cantor e compositor, o carioca NANDO MOTTA cresceu num ambiente musical. Seu avô, multi-instrumentista, o deixava fascinado desfiando clássicos no violão, gaita e piano. Sua mãe, dona de uma afinação primorosa, aguçava ainda mais a curiosidade do pequeno. E seu tio, um exímio violonista e também compositor, cuja principal brincadeira era a de “fazer música que não existe”, ligava-o ainda mais ao mundo dos sons. Nesse cenário, NANDO só queria saber de cantar nas reuniões de família, sempre repletas de instrumentistas, cantores e alegria. Ganhou sua primeira guitarra aos 14 anos e não parou mais. Começou a trabalhar com música aos 17 anos e desde então já são inúmeras composições.


Já tendo tocado em algumas bandas, atualmente é o vocalista do SANDÁLIAS SURF BAND, banda que está lançando seu primeiro CD no primeiro semestre de 2012, contando com composições suas e de nomes como LÉO JAIME, ALVIN L. e LEONI. NANDO faz um show de violão e voz cuja marca principal é sua voz potente e seu violão preciso. Em seu repertório clássicos do POP NACIONAL, ESTRANGEIRO e um pouco de SAMBA. Vale procurar algumas gravações do rapaz no youtube. Escutei a canção "desaparecer" (música dele) e gostei bastante. O cara tem talento. E quando eu encontro um trabalho bem feito unido à paixão pela música, não posso deixar de passar adiante. Em breve, vocês também podem conferir apresentações dele no shopping Bay Market, aqui em Niterói. Serão 3 domingos de dezembro. Voltarei aqui para dar mais informações.

11-11-11



Joseph Crone, após a trágica morte de sua mulher e filho, viaja dos Estados Unidos para Barcelona para se juntar ao irmão Samuel e ao pai moribundo. Joseph teve toda a vida marcada por estranhos acontecimentos com o número 11. O que parecia apenas coincidência começa a virar obsessão e Joseph vai perceber a ligação da data com as religiões.



Darren Lynn Bousman (diretor) é responsável pelo segundo, terceiro e quarto Jogos Mortais. Foi por esse motivo que tive um grande interesse em assistir 11-11-11. A numeração é o ponto central da história, mas não põe medo ou tensão alguma. São quatro personagens totalmente perdidos em uma monótona sequência de sustos e assombrações. Nada parece fazer sentido.



O desfecho da trama é até interessante e mostra a igreja de uma forma não tão pura assim. Mas todo o filme é tão chato que dá sono e não consegue despertar nenhuma atenção de quem assiste. O público tem que aturar aparições nada assustadoras de espíritos, apóstolos, anjos, demônios, ou seja lá o que for (e que na verdade não faz a menor diferença). Como disse um amigo meu, os monstros pareciam os mesmos que gravaram o clipe "Thriller", do Michael Jackson.

A Casa dos Sonhos



Will Atenton deixa seu emprego de importante executivo em Manhattan e se muda com a esposa e duas filhas para uma cidade na Inglaterra. Mas, à medida que vão se adaptando à sua nova vida, eles descobrem que seu lar perfeito foi o local do assassinato de uma mãe e seus filhos. E a cidade inteira acredita que foi pelas mãos do marido que sobreviveu. Ao ler a sinopse, fica parecendo mais uma simples história de terror. Não é. Trata-se de um excelente suspense sobrenatural.



O mais interessante é que o sobrenatural não coloca medo em ninguém. Não existem espíritos feiosos assustando as pessoas e nem casa mal assombrada, o roteiro é bem mais elaborado do que isso. Fica difícil contar mais alguma coisa sem comprometer as surpresas do filme. Não posso deixar de falar da brilhante atuação de Daniel Craig. O meu xará bateu um bolão e, ao contrário de Pierce Brosnan, mostrou que tem talento de sobra para não ser eternamente lembrado como 007. Will Atenton e Peter Ward são completamente diferentes, o que dá mais crédito ao trabalho do ator.



O filme se sustenta com o psicológico da mente humana e fala também de amor pela família. Nem o clichê de um mocinho sair intacto de uma casa pegando fogo consegue estragar o que já estava evidente: o filme é bom! E estávamos precisando de bons filmes de suspense, já que a safra de 2011 não anda muito legal. A trama tem ótimas reviravoltas, o roteiro é tão bem feito que o sobrenatural fica natural e participa da trama de igual pra igual. Para finalizar, vou deixar uma pergunta: Como ficaria o psicológico de um homem que perde esposa e filhos assassinados? Difícil responder, né? Melhor assistir.


Atividade Paranormal 3




Essa terceira continuação de Atividade Paranormal conta a origem dos acontecimentos dos primeiros filmes, quando as irmãs Katie e Kristi ainda eram crianças. As meninas são perseguidas por um espírito maligno e, em uma tentativa de desvendar esse mistério, os pais instalam câmeras por toda a casa para capturar as ocorrências dessas atividades estranhas.



É uma pena que a qualidade da trama diminuiu, o susto só acontece de forma cômica. Os primeiros filmes assustam mais e deixam o público com mais tensão. Nessa edição, a gente ri com pegadinhas de uma personagem escondida dentro de um armário e com uma babá brincalhona que assusta a câmera. Uma das meninas toma chá com os brinquedinhos de plástico junto com um amigo imaginário que ela carinhosamente chama de Toby. As cenas são mal explicadas e os personagens também. Parece um filme feito somente para arrecadar dinheiro.



A trama não cumpre o que foi prometido, não explica nada da origem do que aconteceu na infância das meninas. Todos nós já sabíamos que as duas meninas eram atormentadas desde pequenas por espíritos diabólicos, não precisávamos de um filme que mostrasse exclusivamente isso. A única coisa que posso destacar como ponto positivo foi a inclusão de uma câmera adaptada em um ventilador. As cenas mostradas com a imagem giratória realmente deixaram o público com os nervos à flor da pele. De resto, acho que o formato cansou. É preciso inovar ou o público vai acabar enjoando de ver um grande vazio de uma cozinha bonita.
 


Monalise Monteiro



"Monalise Monteiro, desde muito menina já apresentava dons musicais. Aos 12 anos de idade participou, pela primeira vez, de um extinto programa de televisão, em um quadro de calouros, e desde então jamais abandonou a música. Com o intuito de se aperfeiçoar ainda mais e se auto-acompanhar, cursou aulas semanais de violão durante alguns anos. Ela já se apresentou em casas de shows e eventos, levando ao público um repertório formado por vários gêneros musicais que compõem a nossa diversificada e maravilhosa música popular.


Na raíz de sua influência musical, encontram-se cantores e compositores como: Djavan, Marisa Monte, Chico Buarque, Elis Regina, Ana Carolina, dentre outros do gênero. Esta carioca de apenas 23 anos, que, atualmente cursa a Faculdade de Psicologia na UFF, fez pequenas apresentações em TV e cursa, desde pequena, aulas de dança de salão tendo se especializado em vários ritmos - o que lhe permitiu auxiliar professores em algumas academias no RJ. "Música, para mim, é vida", afirma Monalise."



Escutei a voz dela agora pouco através de uma divulgação de um colega no facebook. Quem me conhece sabe o quanto gosto de escutar novidades musicais, principalmente em voz feminina. É essa minha paixão pela música que faz eu vir aqui divulgar pra vocês, que acompanham meu blog e minha coluna no site da Niterói Tv. A moça tem uma voz doce gostosa de ouvir. No youtube, basta procurar pelo nome dela e vocês vão encontrar repertórios de cantores renomados muito bem interpretados na voz de Monalise Monteiro. Não deixem de ouvir "sunday morning", do Maroon 5. Muito bom!


Vencedoras




Aquela regra do marmanjo cômico ganhar reality show está saindo de moda. Prova disso é que as gostosonas agora também estão faturando o prêmio máximo. Mas isso tem acontecido apenas de uns tempos pra cá. No início, o engraçadinho bobão que fizesse o estilo Bambam era decretado desde o começo do jogo como campeão. As últimas ganhadoras do “Big Brother Brasil” e de “A Fazenda” provam que o perfil dos ganhadores mudou e muito. Joana Machado mostrou que tem personalidade forte, se impôs e levou pra casa 2 milhões de reais ao se tornar vencedora de "A Fazenda" esse ano. Confesso que adorei a final dessa edição, gosto muito das maluquices da Monique Evans.

No “BBB”, Maria mostrou o que uma pessoa é capaz de fazer por uma paixão. Claro que de um jeito bastante engraçado. Acho que a Maria venceu pela alegria, pelo jeitão hilário de ser e a Joana por ser guerreira e dizer o que pensa. Convenhamos que a Joana, na maioria das vezes, dizia coisas que nós, que estamos do lado de cá, estávamos doidos para dizer. Aproveitando o tema de realitys shows, fico na torcida pela Larissa (participante do "Hipertensão"). Gosto do Ramon também, mas a loirinha está mostrando uma garra danada ao encarar diversas provas de eliminação. Vários homens saradões já foram eliminados e a moça continua na disputa.


Eu também tinha uma leve torcida pela Kelly. Mas era uma torcida um tanto que cruel, já que a Kelly é o tipo de pessoa que eu gostaria de ver nadando, nadando e morrendo na praia. Lembro de uma frase dela ao vencer um outro participante considerado forte: "A fraca está voltando pro jogo". Não gosto de gente que combina voto pra eliminar o adversário. Fica parecendo uma espécie de degrau pra chegar onde se quer. Detesto injustiça. Vejo o Ramon sempre votando "nulo" e a maioria dos outros jogadores apenas acompanhando o primeiro que foi votado. Ramon e Larissa não tem o mesmo carisma de Toshi e Andressa (da edição anterior), mas gosto deles dois. Acho que o bacana é ver essa luta de "mocinhos" e "vilões", já que o público não interfere na decisão. Em um game onde ganhar as provas físicas são o lema, as mãos atadas de nós, que assistimos, é bastante interessante. Tenho que confessar que ainda prefiro ver a vitória de uma vilã Kelly do que um cara apagado e sem graça como o Mauro se tornando vencedor dessa edição.


Topo e Tapa



TOPO:
Greice Ive, cantora e compositora, recebeu o convite da Indie Records para gravar o seu primeiro CD: AO SOM DE GREICE IVE. Nele, pode homenagear grandes nomes da música popular brasileira em releituras que chamaram a atenção e renderam à artista participações em programas de rádio e TV, incluindo uma elogiada performance no programa Som Brasil da Rede Globo, que homenageou o grupo Paralamas do Sucesso. Desde essa apresentação, tenho acompanhado a carreira da Greice. E é por isso que hoje ela está aqui na coluna "topo" do blog. A cantora lançará em breve seu segundo CD: SEM MOLDURA, onde estreia parcerias com Ivan Lins e Jorge Vercillo na canção “Nas Margens”, e com Isabella Taviani e Marco Brito em “Conecte-me To Play”. Atualmente, duas canções do álbum já são sucesso. A balada “Até Você Passar”, uma parceria sua com Dudu Falcão e Marco Brito, que caiu nas graças do público, ao entrar na trilha sonora da novela global Passione, como tema da personagem Fátima (Bianca Bin), e “Seu Olhar” outra balada romântica, tema do casal protagonista na nova temporada de Malhação. Confiram mais no site http://www.greiceive.com.br/



TAPA: Ao citar o fato de uma angolana do miss universo ser homônima da atriz brasileira Leila Lopes, Claudete Troiano mandou um beijo para a artista, que morreu em dezembro de 2009. A gafe aconteceu no programa apresentado por Claudete na quarta-feira (14). "Um beijo pra você Leila Lopes. Por onde será que anda a Leila Lopes, a atriz?" Imediatamente, ela foi corrigida por Marcelo Bandeira, que acompanhava a apresentadora na leitura das notícias: "Ela faleceu". "É mesmo? Não fiquei nem sabendo", respondeu Claudete, bastante surpresa. O mais engraçado é que Claudete ainda emenda um "que notícia triste", como se ninguém soubesse da morte de Leila. Para quem perdeu essa mancada ao vivo, assim como eu, vale conferir no youtube. Quem conta fofoca tem que estar sempre por dentro. Concordam? Se liga, Claudete!


Os Smurfs



No Central Park, os Smurfs entram em uma caixa e são levados para a casa do casal Patrick (Neil Patrick Harris) e Grace (Jayma Mays), que os adotam até que consigam voltar pra casa. Mas para conseguir isso, devem encontrar a lua azul e fugir das garras de Gargamel (Hank Azaria) e seu gato Cruel, que querem os capturar para conseguir o elixir azul dos pequenos. É muito legal ver como isso interfere na vida do casal protagonista, fazendo até a convivência dos dois ficar melhor.



Para quem lembra, os Smurfs são da década de 80 e sempre divertiram a criançada. Eu não tenho muita lembrança do desenho, mas li alguns quadrinhos. Acho que qualquer um vai se deliciar com essa aventura infantil, independente de já ter conhecido anteriormente ou não. É uma sessão da tarde tranquila, sem grandes surpresas e com uma trama leve. O grupo diverte e encanta a gente, além de ensinar para as crianças o quanto é importante a amizade e o trabalho em equipe.



É muito gostoso ver eles sempre cantando e se divertindo em qualquer tarefa que fazem. Destaco a cena em que eles vão escondido pro escritório do Patrick e não entendem o motivo dele não cantar durante o serviço. Me identifiquei bastante com o smurf Desastrado (quem me conhece vai saber o porque). O gato do Gargamel é muito mais cômico do que cruel, as risadas dele são sempre muito bem colocadas. Tudo bem que um grupo perdido em Nova York é bastante clichê, mas as criaturinhas azuis são apaixonantes e trazem mensagens muito bacanas para o aprendizado infantil. Eu, que sou adulto, smurfei pra caramba.




Museu da Arte Ruim




O que é arte para você? Dizem que arte é aquilo que causa reação de quem vê. A verdade é que muitas telas valem milhões e não nos representam nada visualmente. Certas figuras são tão borradas que mais parecem uma brincadeira de criança. Baseado nessa ideia de que muita arte não presta, um museu nos EUA resolveu levar ao pé da letra esse conceito. Resumindo: as obras são consideradas uma porcaria e, ainda assim, fazem sucesso com direito a exposição em galerias.



O Moba, ou Museum of Bad Art (ou Museu da Arte Ruim, em tradução livre), apresenta a "arte ruim demais para ser ignorada", e o que exibe é justamente isso. Parece cômico, mas alguns desenhos são mais visíveis do que outros caríssimos que já vimos anteriormente. O catálogo do Moba está disponível para o público em galerias nas cidades de Boston e Somerville, no Estado de Massachusetts. Alguns deles são de fazer pintor de rodapé se sentir um Monet.



Aqui no site, coloquei tres fotos, mas vale conferir outras que estão disponíveis na internet. A primeira simboliza o Ferrugem em formato de smurf. A segunda foto seria Michael Jackson segurando uma cabeça de cavalo, lembrando "O Poderoso Chefão". E pelo que pesquisei na internet, essa terceira e última foto é de um cachorro. Pasme: um cachorro. Eu diria que é um gato com rosto de gente. Então, deixe sua percepção aflorar e não se assuste. O que os olhos veem, o coração sente!

Chico Anysio



Neste domingo (28) no Fantástico, da TV Globo, o humorista Chico Anysio comentou sobre os 110 dias que passou internado no hospital e disse que não tem medo de morrer, mas sim pena. "Não tenho medo de morrer, tenho pena de morrer, porque morrendo não vou ver meus netos crescendo", disse o comediante de 80 anos e 64 de carreira.

Chico Anysio ainda falou que foi desenganado três vezes pelos médicos quando ficou internado por quase quatro meses devido a problemas respiratórios e cardíacos. "Fiquei internado 110 dias, 78 na UTI e 48 sem beber água. Quando tinha sede eles pingavam oito gotas de água", contou. O ator disse que a prece do povo foi o motivo de sua recuperação e se emocionou ao tocar no assunto.

Gostei muito desse quadro do Fantástico, parece um monólogo do artista com a câmera. Susana Vieira, sempre do jeito dela, também deixou carimbada sua participação anteriormente. Ontem, Chico Anysio emocionou bastante ao fazer confissões de sua vida pessoal e profissional. Decorei a frase: "No teatro você pode ser o mesmo, porque a plateia muda. Na televisão, você precisa mudar porque a plateia é a mesma." Acho que isso vale pra vida real.

Vídeogame: um santo remédio




"Você já deve ter ouvido por aí que videogame deixa as pessoas desatentas, desconcentradas e atrapalha os estudos. Mas tem quem defenda exatamente o contrário. Pois o estudo de um brasileiro mostra que o videogame pode ser usado com muito sucesso no tratamento portadores de déficit de atenção e hiperatividade, conhecido como TDAH. O estudo ganhou reconhecimento internacional e até um prêmio especial na maior feira de ciências para estudantes do mundo todo, a ISEF 2011 (International Science and Engineering Fair), realizada no mês de maio, em Los Angeles."

"O autor do estudo é o jovem Matheus Manupella, paulista de apenas 17 anos, aluno do Colégio Renascença. Por conta dessa pesquisa, ele ganhou uma bolsa de estudos de US$ 60 mil da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, competindo contra outros 1.500 estudos de jovens pesquisadores de 65 outros países. Ele próprio explica que quando uma pessoa joga, principalmente quando ganha, sente uma sensação de maior satisfação e saciedade. Tal processo também pode ser explicado do ponto de vista neurobiológico: no cérebro de pessoas com TDAH, ocorre uma maior receptação de neurotransmissores como dopamina e noradrenalina, responsáveis por essas sensações. Quando se joga videogame, e principalmente quando se ganha, há uma maior liberação desses neurotransmissores."

Sou fanático por vídeogames e não podia deixar de divulgar essa notícia. É bom para os papais e mamães saberem que tirar o vídeogame da criança não é lá um castigo tão bacana assim. É só saber equilibrar as coisas e tudo ganha importância quando se trata da saúde mental da criançada. É até bom tratar sobre esse assunto, já que a maioria dos adultos acreditam que a concentração da criança diminui com o uso dos jogos eletrônicos. E o mais interessante nisso tudo é saber que o estudo conseguiu provar cientificamente o desenvolvimento do raciocínio lógico e uma memória mais aguçada nas crianças que jogam vídeogame habitualmente. Portanto, como eterna criança que sou, vou continuar fazendo meu cérebro trabalhar bastante. E que tal um FATALITY nos marmanjos que não se informam?

Norma morre em Insensato Coração



"Mais uma vez uma novela global esmaga a audiência de suas concorrentes. Na noite desta terça-feira, quando a personagem Norma (Glória Pires) foi misteriosamente assassinada com três tiros, o Ibope de “Insensato Coração” chegou a picos de 48,3 pontos às 22h25. No mesmo horário, o segundo lugar era do SBT, com 5,1; o terceiro da Record, com 4,5, e o quarto da Band, com 3,1. Juntas as três emissoras somavam 12,7 pontos. Pouco mais de um quarto da audiência da novela. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios sintonizados. A média prévia do capítulo foi de 44 pontos."

"Conforme o UOL já havia antecipado, foram cinco os suspeitos: Ismael (Juliano Cazarré), Eunice (Deborah Evelyn), Tia Neném (Ana Lúcia Torre), Raul (Antonio Fagundes) e Fabíola (Roberta Rodrigues). Pelo twitter, internautas comentavam cena por cena, muitos deles inconformados com o fim da protagonista. Mesmo assim, não faltaram sequencias emocionantes, como o momento em que Norma desmascara Léo (Gabriel Braga Nunes) e também a cena em que ela humilha Eunice, após descobrir o caso da emergente com Ismael."


Agora vem a pergunta que não quer calar: quem matou a Norma? Eu não gostei da morte da personagem, preferia ver a viúva matando o Léo do que imaginar Glória Pires fora da novela. Quem faz jus ao título de insensato coração? Nossa querida Norminha. Vou sentir saudades. Mas, por outro lado, adoro essa coisa de ter que descobrir assassino. Apesar de terem colocado cinco pessoas como as principais suspeitas, não acredito que nenhuma delas seja responsável pelo crime. Já a Wanda, mãe do Léo, pode ser a assassina. Faria total sentido ela entrar mais uma vez em defesa do filho. A personagem Eunice também é uma boa aposta. Mas meu palpite vai para a Kátia (Lidi Lisboa). Ela namorava a Araci (Cristiana Oliveira), vivia correndo atrás da Norma e pode ter matado por vingança. É o meu chute.


Duda Yankovich é expulsa do programa "A Fazenda 4"


"A direção do programa A Fazenda 4 decidiu que Duda Yankovich deveria ser expulsa da atração por ter agredido o colega Thiago Gagliasso durante um jogo na piscina. Um novo integrante do reality será anunciado ainda nesta semana. O comunicado foi dado pouco antes da Prova do Fazendeiro, na noite desta terça-feira (9). Britto Jr. chamou a lutadora, junto com Compadre Washington, Taciane Ribeiro e Joana Machado - os quatro roceiros - para o campo de prova, ao vivo. O apresentador disse então que um erro não anularia a conduta correta da peoa, porém violência é intolerável no programa e ela deveria sair.

Duda Yankovich não escondeu que estava decepcionada com a expulsão. Momentos antes, ela tinha afirmado que a coisa que mais desejava era permanecer na competição. A peoa revelou durante todo o reality que estava com dificuldades financeiras e, pouco antes de sair do campo, Taciane Ribeiro prometeu para Duda que doaria para ela tudo que ganhasse dentro do reality. Veremos. Joana Machado, que ganhou a Prova da Fazenda, foi quem comunicou os colegas. Assim que chegou, ela pediu para que os peões não comemorassem, e deu a notícia. Todos os participantes ficaram arrasados e choraram. Valesca Popozuda e Anna Markun eram as mais abaladas."

Também fiquei triste com a saída da Duda. Dava para perceber que não foi intencional e que o tapa não teve tanta gravidade assim. Parece mais uma grande jogada da Record em expulsar um participante para causar tumulto e chamar atenção no ibope. Claro que o ato foi cometido e regras devem ser cumpridas, mas o que eu vi foi um tapa impulsional. A Duda se sentiu agredida, já que o Thiago passou a mão nos seios dela durante a prova. Tudo bem que não foi de propósito, mas também não seria agressão? Sabemos que essa é a resposta da mulher quando ela se sente agredida em relação ao corpo. Acho que violência física é um termo muito pesado para o que ocorreu. No Big Brother, na Globo, já aconteceu uma situação pior, onde a participante Lia machucou um outro candidato. E não ouve expulsão por isso. Violência e agressão física, pra mim, são mais do que aconteceu naquela piscina. Não podemos esquecer que um tapinha nem dói e veneno de cobra mata. Parabéns pelo tempo em que esteve no programa, Duda Yankovich.

Capitão América - O Primeiro Vingador



A estrela principal é Chris Evans (Quarteto Fantástico), que interpreta Steve Rogers, um homem raquítico e asmático que tenta diversas vezes, sem sucesso, se alistar no Exército dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial após o ataque de Pearl Harbor. Bucky Barnes (melhor amigo de Steve) é um sargento de uma das unidades especializadas em operações de combate do exército e está se preparando para seguir rumo à Europa e tudo que Steve quer é fazer parte disso. Rogers recebe esta chance através de um misterioso médico alemão (Stanley Tucci), que está trabalhando junto a um programa clandestino do governo para transformar soldados raquíticos em super soldados.

A Marvel nunca decepciona e também não foi dessa vez que isso ocorreu. Gosto muito de ver a transformação de um personagem e já tinha adorado vivenciar isso em Homem de Ferro. Dá um brilhantismo mais do que especial quando a gente pode acompanhar a evolução do super-herói. Ver um garoto todo magrelinho (mas ao mesmo tempo esforçado e corajoso) tentando fazer parte do exército é um tanto que intrigante. O cara tem asma e uma lista de "coisas ruins" que o prejudica na aprovação. É bacana embutir o tema de persistência para o personagem. Acho muito interessante a cena em que ele pergunta o motivo de ter sido escolhido. A frase "só os fracos reconhecem o devido valor da força" é excelente. E se tratando de Marvel Studios, vale aguardar o presentinho após os créditos finais do filme.

A única coisa que peca um pouco é o escudo, que demonstra um patriotismo irritante. Apesar de já fazer parte do personagem, em certas horas parece uma grande burrice chegar em território inimigo com um escudo daqueles. Mas isso não é uma falha da Marvel. Seria impossível criar o personagem Capitão América sem o bendito escudo estaduniense. Não é um filme perfeito, mas os defeitos são irrelevantes. A tecnologia que deixou o ator franzino para o papel é incrível. E o mais bacana de tudo é poder ver que o personagem, mesmo depois de passar pelo aprimoramento físico, com o soro do supersoldado, é o mesmo rapaz humilde e corajoso de antes. Era o mesmo magricela que se jogou em uma granada falsa para defender o grupo. Tudo bem que fica estampado o tempo todo o tal patriotismo que citei anteriormente, mas é a determinação e a persistência do Rogers que são o grande trunfo da trama. Um jeito bacana de dizer que os fracos também têm vez.


Ficha Técnica

Diretor: Joe Johnston
Elenco: Chris Evans, Samuel L. Jackson, Hugo Weaving, Sebastian Stan, Hayley Atwell, Toby Jones, Tommy Lee Jones, Dominic Cooper, Neal McDonough.
Produção: Kevin Feige
Roteiro: Joe Simon, Stephen McFeely, Christopher Markus, Jack Kirby
Fotografia: Shelly Johnson
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Paramount Pictures Brasil
Estúdio: Marvel Enterprises / Marvel Entertainment / Marvel Studios






Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2



Fica difícil pra mim falar de toda a série Harry Potter, já que não acompanhei todos os filmes. Mas tenho certeza que, assim como eu, muita gente foi assistir no cinema mesmo sem ter visto todas as edições. Não por acaso, como já era de se esperar, a bilheteria está sendo este sucesso todo. Daniel Radcliffe vai ter que se desdobrar para tentar desvincular-se de Harry Potter. É muito complicado para o ator quando um personagem fica tão marcado. Mas, talvez, nem seja essa a intenção de Radcliffe, já que ser lembrado eternamente como Harry não é nada ruim.

As cenas são muito bem feitas, todo o figurino e fotografia são impecáveis. Destaco a cena do dragão doente voando com os personagens. E para quem ainda for assistir, vale dar um destaque para a cena deles caindo na água. Conta uns pontinhos a mais para quem for ver em 3d. É impressionante como a água se destaca na resolução tridimencional. Na minha opinião fica mais bonito do que as cores com fogo e explosões, não desmerecendo os excelentes efeitos visuais.

Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter) podia ter uma morte mais elaborada. Eu, que pouco acompanhei, já estava torcendo por uma batalha mais emocionante e com certeza os fanáticos da série sentiram falta de uma luta mais disputada ou talvez mais bem cuidada. Falo isso tanto pela personagem quanto pela atriz, que eu adoro e que com certeza podia mostrar muito mais. No restante, foi pura emoção. Escutei ruídos de choro várias vezes dentro da sala do cinema e na hora da saída ouvi no banheiro dos rapazes, um tentando convencer o outro de que não choraram. Não é vergonha nenhuma se emocionar com filmes, principalmente quando é uma série em que muitos fãs cresceram junto com os personagens da trama. É muito tempo "convivendo junto", totalmente normal as lágrimas descerem na hora da despedida. São poucas as obras que escutamos aplausos antes das pessoas levantarem da cadeira no cinema. E isso me deixa com uma vontade danada de alugar todos os filmes anteriores. Estão de parabéns.

Ficha Técnica:

Diretor: David Yates
Elenco: Daniel Radcliffe, Emma Watson, Rupert Grint, Helena Bonham Carter, Ralph Fiennes, Alan Rickman, Bonnie Wright, Tom Felton, Maggie Smith, Jim Broadbent.
Produção: David Barron, David Heyman
Roteiro: Steve Kloves
Fotografia: Eduardo Serra
Ano: 2011
País: EUA/ Reino Unido
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Warner Bros. / Heyday Films



Qualquer gato vira-lata 


Na trama, Tati (Cleo Pires) é apaixonada por Marcelo (Dudu Azevedo), mas ele só gosta é de si mesmo e das piriguetes que caem na sua lábia. Ela faz tudo por ele, o que a deixa numa posição fácil. Ele sabe que não importa o que faça, sempre terá a moça de volta, basta um estalar de dedos e um pouco de charme. Até que aparece o professor Conrado (Malvino Salvador) e tudo muda. Ele sugere uma mudança de comportamento para que Tati possa reconquistar o namorado. Tudo baseado nas atitudes dos animais, já que na maioria das espécies as fêmeas são recatadas e os machos audaciosos. Não por acaso, o professor de biologia tem um cachorro chamado Charles Darwin, o autor da teoria da evolução das espécies.

A trama é inspirada em uma peça do Juca de Oliveira e é nas comédias românticas que os filmes nacionais conseguem se firmar. A teoria da tese do professor de biologia é excelente e, apesar de machista, faz a gente rir bastante. Muito boa a cena em que ele diz que "a gansa arranca pena do ganso, o gato arranha a gata e você desliga o telefone". A história é bem comum, fala de relacionamentos conjugais e problemas de casal. As interpretações não são as melhores do mundo, mas o filme é gostoso de assistir. Dudu Azevedo fez bem o papel de um completo babaca. Cleo Pires deu vida à Tati, uma neurótica histérica. E Malvino Salvador, contrariando quase todas as críticas que li, se saiu super bem na pele de Conrado. O professor pedia um ar de certinho e ficou no ponto certo.

A coisa meio caricata dos personagens é bem colocada. É um exagero com vontade de ser, até porque ninguém passa a vida toda atrás do ex. E fica cômico ver a personagem de Rita Guedes levando tudo da casa do Conrado. Um jeito engraçado de falar mal da ex. Só isso, não precisava saber o motivo que a levava fazer tais coisas. Assim como a empregada bebendo os restos de bebida da festa. Também é uma comédia, mas são personagens superficiais mesmo, fazendo as cenas mais simples serem bem engraçadas. É uma história que não precisa pensar muito, só se deixar levar. O filme não é nenhuma obra prima, mas diverte.

Ficha Técnica:

Diretor: Tomas Portella
Elenco: Cleo Pires, Malvino Salvador, Dudu Azevedo, Alamo Facó, Leticia Novaes.
Produção: Pedro Carlos Rovai, LG Tubaldini Jr
Fotografia: Andre Modugno
Duração: 98 min.
Ano: 2010
País: Brasil
Gênero: Comédia
Cor: Colorido
Distribuidora: Downtown Filmes
Estúdio: Buena Vista International / Tietê Produções Cinematográficas
Classificação: 14 anos




O Discurso do Rei



O drama, que não tem nada de triste, é ambientado às portas da Segunda Guerra Mundial e trata da dificuldade de um líder em executar uma de suas necessidades fundamentais: falar em público. Albert Frederick Arthur George (1895-1952), pai da atual rainha da Inglaterra Elizabeth II era o segundo na linha de sucessão do Rei George V (1865-1936), depois de seu irmão Edward (1894-1972). Por ser o caçula da Casa de Windsor, ninguém esperava que Albert assumisse o trono. Mas isso foi o que aconteceu em 1936, quando o irmão, interessado muito mais em sua própria felicidade do que na do império britânico, abdicou ao trono.

O primeiro momento do filme é um pouco devagar, pois nos dá até a impressão de ser uma coisa monótona. Daí a gente se engana: a coisa engrena, e, aos poucos, vamos nos encantando com o monarca, que não conseguia transmitir suas ordens sem gaguejar. Colin Firth (o rei George) ganhou, merecidamente, o Oscar de melhor ator. Helena Bonham Carter e Geoffrey Rush (fonoaudiólogo do rei) também fizeram um trabalho divino. Os dois concorreram ao prêmio de melhores coadjuvantes. Com doze indicações ao Oscar de 2011, "O Discurso do Rei" foi, ao lado de "A Rede Social", o favorito ao prêmio de melhor filme.
O longa transmite um fascínio incrível. São fatos muito bem retratados, o que aumenta ainda mais a vontade de a gente ver o rei conseguir se expressar. É um ato tão simples, o de falar em público, mas, ao mesmo tempo, vira um grande problema para alguém que precisa passar um diálogo correto sem que seja alvo de deboche.

Todo o brilhantismo se divide (ou se multiplica) entre fotografia, edição, figurino e excelentes atuações. Um trabalho muito bonito, com um roteiro bem elaborado e direção impecável de Tom Hooper. Meu medo era ver "A Rede Social" como vencedor do Oscar de melhor filme. Torci muito para ver "O Discurso do Rei" com essa estatueta em especial e fiquei muito feliz com essa premiação. É válido qualquer soma para chamar a atenção das pessoas para assistir a esse filme histórico. Porém, trilha sonora e mixagem de som não são grandes destaques a ser comentados. Apesar de a trama ter o discurso do rei como foco, acho que o trunfo do filme é a relação que se torna uma grande amizade entre Lionel, o fonoaudiólogo, e George. É emocionante ver o contato dos dois e o verdadeiro sentido do que é amizade. Ao mesmo tempo, é cômico ver que tratar as pessoas por realeza, senhor, vossa senhoria, ou qualquer coisa do gênero, não é nenhuma prova de respeito. Enfim, é um filme grandioso em todos os melhores sentidos que a palavra possa permitir imaginar.

Ficha Técnica:

Elenco: Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Jennifer Ehle, Guy Pearce, Derek Jacobi, Timothy Spall e Michael Gambon
Direção: Tom Hooper
Gênero: Drama
Duração: 118 min.
Distribuidora: Paris Filmes
Estreia: 11 de Fevereiro de 2011



 


Meia Noite em Paris



Na trama, o casal Inez (Rachel McAdams) e Gil (Owen Wilson) visitam a cidade de Paris. Ele é um escritor que, cansado de escrever para Hollywood, tenta terminar um romance. Ela já é prática e quer colher os frutos de ter um futuro marido com estabilidade financeira. Não gosto muito do Owen Wilson, acho ele caricata demais. Fica difícil aceitar ele em uma interpretação séria. Porém, Gil precisava ser cômico e o papel caiu como uma luva para o ator. O personagem entra em um carro de época, sempre depois de tocar o sino de meia noite na igreja, e vive um mundo literalmente surreal, conhecendo artistas da história da literatura, das artes plásticas e da música que viveram na década de 20. O mais bacana é que o sonho de Gil era viver em 1920, até que isso vira realidade pra ele e um mundo de faz de conta cult para quem assiste.

Woody Allen fugiu da história comum. Em filmes anteriores, já vimos o diretor falar de acaso, relação a três, viagens, assassinatos e pessoas de classe alta infelizes. Histórias que estão próximas de nós, sem fantasias. Este filme é diferente. A fantasia é o brinde em questão e a cidade de Paris é a grande protagonista do filme. A trilha sonora é sempre marcante e, pra mim, já se tornou um carimbo de qualidade das obras de Allen. As cenas são cômicas e inteligentes, Salvador Dalí fala sobre rinocerontes. E não precisa entender muito de arte para conhecer a maioria dos nomes renomados que são citados na trama, basta se imaginar entrando no mesmo carro do Gil. É uma nostalgia engraçada, lembra aquela velha frase que sempre escutamos do "antigamente não era assim". É uma inversão de papeis, uma forma debochada de dizer que certas coisas ganham valor com o tempo (quadros que hoje valem milhões, por exemplo) e outras perdem sentido quando se vangloria demais o passado.

É impressionante como Woody Allen consegue dar rítmo para um roteiro teoricamente parado. Há quem durma durante a sessão, mas talvez seja mais gostosa essa sensação de tranquilidade do que levar um susto com explosões e bombas. É um cuidado em especial com cada personagem e um jeito único de apresentar a cidade em forma de cartão postal. Eu até trocaria algumas pessoas do elenco, mas também não tenho nada para reclamar dos que atuaram, é questão de preferência mesmo. O filme é encantador e interage com personalidades históricas mundiais, uma fantasia deliciosa de ver. Um jeito singelo de dizer que em Paris tudo pode, desde um cachorrinho sentado na mesa de um restaurante até a magia de reviver ídolos culturais. Sem dúvidas, um dos melhores filmes de 2011. Obrigado, Woody Allen.

Ficha Técnica

Título original:Midnight in Paris
Gênero:Comédia Romântica
Duração:1 hr 40 min
Ano de lançamento: 2011
Site oficial: http://www.sonyclassics.com/midnightinparis
Estúdio: Mediapro | Gravier Productions | Antena 3 Films
Distribuidora: Sony Pictures Classics
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Produção: Letty Aronson, Stephen Tenenbaum e Jaume Roures
Música:
Fotografia: Darius Khondji
Direção de arte: Anne Seibel
Figurino: Sonia Grande
Edição: Alisa Lepselter




Antes de começar a falar sobre "Um Lugar Qualquer", quero lembrar que o filme está em cartaz no Cinemark aqui de Niterói, mas também já está disponível nas locadoras. Também quero aproveitar para agradecer o carinho que recebi no email da Renata, leitora aqui do site. Aproveito para deixar claro que assisto qualquer tipo de filme, gosto de todos os gêneros.

Sou apaixonado por cinema, essa é a verdade. Então, não é abuso nenhum me fazer pedido. Não é abuso nenhum querer ver meu comentário em algum filme. Isso vale para a Renata e para todos os leitores e leitoras daqui do site ou do meu blog. Podem me enviar pedidos e, sempre que eu puder, vou atender. Fico muito feliz quando leio comentários de pessoas que realmente leram o meu texto.

Vejo isso como reconhecimento do que escrevo e não como se eu estivesse fazendo um favor. Eu que te agradeço, Renata. É muito gostosa essa discussão do que assistimos, adoro essa troca de informações e pensamentos. Concordando com você, esse filme de Sofia Coppola também não me emocionou. E já que pediu dicas de filmes cults, alugue os de Pedro Almodóvar ou do meu eterno ídolo: Woody Allen.

Um lugar qualquer




É fato que Sofia Coppola tem um rítmo próprio para as suas obras. Vimos isso em “Encontros e Desencontros” e “Maria Antonieta”. A trama é simples, bem como seus dois primeiros filmes. Stephen Dorff interpreta Johnny Marco, um ator de cinema bem sucedido e mulherengo assumido. Sua vida muda quando sua filha de onze anos, interpretada pela belíssima Elle Fanning, passa uns dias com ele, alterando sua rotina e fazendo com que ele reveja o que tem feito da vida nos últimos tempos. Nunca fui muito fã de Stephen Dorff. Johnny Marco é um personagem que não me trouxe nenhum tipo de sentimento. Não senti pena, não senti raiva, não senti emoção, não senti nada. Tudo bem que a sacada de mostrar um personagem rico e famoso e que, ainda assim, não é feliz foi muito bem colocada. Porém, é um desespero quieto num jogo de cena lento demais.

Não precisava dar voltas e voltas com sua ferrari para percebermos que o tal ator de filmes de ação não tinha rumo na vida. Filmes cults também precisam ter rítmo na história. E este não tem. Fica parecendo que Johnny Marco exige um cuidado extra, que na verdade é desnecessário. É um olhar tão insignificante que não nos leva a nenhum tipo de reação. A câmera se afasta e eterniza um momento qualquer, num lugar qualquer (beira da piscina) como se fosse o maior dos prazeres do personagem. Essa até que foi uma boa jogada, uma maneira de colocar aquele momento como algo pleno e que, para Johnny, realmente era, já que o pouco nosso era o glorioso bem estar dele. Mas, ainda assim, é pouco. O filme podia ser mais, acontecer mais.

É muito chato ter o mesmo sentimento durante toda a duração da trama. E o final acaba destruindo tudo que vimos do personagem. É uma bagunça onde nada acontece. Um filme de quase duas horas que poderia ser feito em cinco minutos. Toda a história é resumida na vida de um astro rico, cheio de mulheres, com um carrão de dar inveja e que mesmo assim é infeliz. Só colocam uns olhares vazios e algumas cenas para destacar ainda mais essa infelicidade. A vida de Johnny não acontece e a emoção de quem assiste também não. É um lugar qualquer, um filme qualquer, um personagem qualquer.

Ficha Técnica

Título Original: Somewhere
Título no Brasil: Um Lugar Qualquer
País de Origem: EUA / Itália
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 98 min
Ano de Lançamento: 2010
Direção: Sofia Coppola




Piratas do Caribe 4

O objetivo dessa vez é chegar na Fonte da Juventude, cujo mapa está em posse de Jack Sparrow, que por sua vez está preso nos calabouços do Rei George II (Richard Griffiths), em Londres. Lógico que ele escapa, senão não teria filme. Sou fã de carteirinha de Johnny Depp. Jack Sparrow, sem dúvidas, é um de seus melhores personagens. Morro de rir com o jeitão sempre pego de surpresa e a maneira incrível de suas fugas mal improvisadas. Jack está sempre de olho em alguma guloseima ou tomando um gole de vinho durante seu plano de fuga (que nunca é planejado). Eu pensei que fosse sentir falta de Elizabeth (Keira Knightley) e Will (Orlando Bloom), o casal das edições anteriores. Mas, com uma história fantástica dessas, não faltou nada e os novos personagens deram conta do recado direitinho.

Entraram em cena o religioso Philip (Sam Claflin) e a sereia Syrena (Astrid Bergés-Frisbey). E eu que jurava que as sereias eram moças aquáticas do bem. A batalha dos piratas contra as sereias é um dos pontos altos da trama. Todo o filme é excelente, as imagens são deslumbrantes e é um bônus extra poder assistir em 3d. O cenário é muito amplo, com florestas magníficas, oceanos e paisagens que chegam à perfeição. O título é muito apropriado, navegamos em águas misteriosas junto com os personagens. É o tipo de filme que me deixa bobo, anestesiado. Conseguiram resgatar a fantasia do primeiro filme e amarrar, com brilhantismo, comédia e ação. E dessa vez é escancarado o que já era óbvio: o grande protagonista de todas as edições é e sempre será Jack Sparrow.

Trazer Penélope Cruz para o filme é algo fascinante e até inacreditável (pelo menos pra mim). Sabe quando a festa já está boa e te dão um brigadeiro escondido? É mais ou menos isso. Sou apaixonado pela atriz, que, claro, deixou carimbada a sua personagem com um trabalho divino. Ela é Angélica, a filha do lendário Barba Negra, que também está em busca da Fonte da Juventude. Mas não sabe se a relação deles é amor, ou se ela apenas é uma cruel golpista que quer saber como chegar à fonte.

Tem que descobrir assistindo. E não se levantem da cadeira antes de terminar TODOS os créditos finais do filme. Vale conferir um pedacinho da próxima continuação, para desespero das más línguas. Não entendo essa preocupação das pessoas em ver Hollywood faturando dinheiro. Fazer qualquer porcaria é um desrepeito com o público, mas manter um trabalho bem elaborado é qualidade cinematográfica. Se vão ganhar milhões com isso, bom pra eles. Só sei que a magia dessa aventura continua e Jack Sparrow sempre será bem recebido por mim. E agora, com Penélope Cruz no elenco, certamente vou estender o meu tapete vermelho. Que venha o quinto filme.

Ficha Técnica:

título original:Pirates of the Caribbean: On Stranger Tides
gênero:Aventura
duração: 2h 17 min
ano de lançamento: 2011
site oficial: http://disney.go.com/pirates/index-on-stranger-tides.html
estúdio: Jerry Bruckheimer Films | Walt Disney Pictures
distribuidora: Walt Disney Pictures (EUA)
direção: Rob Marshall
roteiro: Ted Elliott e Terry Rossio, baseados no romance de Tim Powers
produção: Jerry Bruckheimer
música: Hans Zimmer
fotografia: Dariusz Wolski
direção de arte: Drew Boughton, John Chichester, Robert Cowper e Zack Grobler
figurino: Penny Rose
edição: David Brenner, Michael Kahn e Wyatt Smith
efeitos especiais:Industrial Light & Magic / BlueBolt / Cinesite / Hydraulx / Kerner Optical / Hirota Paint Industries / Moving Picture Company / Pixel Liberation Front / Rising Sun Pictures / Mova

O Poder e a Lei



O filme "O Poder e a Lei" é uma adaptação do livro "Advogado de Porta de Cadeia" (publicado pela Editora Record no Brasil), de Michael Connelly. O ator Matthew McConaughey é Mick Haller, pai de família separado e advogado que circula em Beverly Hills com seu motorista negro em um Ford Lincoln. Vem a ele um playboy (Ryan Phillippe) acusado de espancar uma garota de programa e Mick aceita conduzir o caso, mesmo incerto da inocência do cliente. O filme é a mistura perfeita de suspense dramático com uma boa trama policial.

O personagem de Matthew começa a repensar sobre sua vida profissional e reflete sobre a defesa de um possível criminoso ao mesmo tempo em que descobre não ter conseguido livrar um inocente da cadeia. Esse é o dilema de Mick. Não posso contar muito para não estragar nada para quem ainda vai assistir, mas todo o desenrolar do filme gira em torno do sistema judiciário. E, nesse sentido, o filme é impecável. A história trabalha a canastrice dos advogados e mostra como a lei, até a americana, é falha. Debocha, sem piadas, dessa ética moral que os profissionais da área de Direito tanto defendem.

O mais intrigante de tudo é que Mick defende criminosos de segunda categoria, daí pega um caso que pode mudar sua vida: um “mauricinho” milionário que é acusado de espancar uma prostituta. Todas as provas o incriminam, mas qual será a saída de Mickey? Por que um milionário o contrataria? Por que prender um inocente e absolver um possível culpado? Essas e outras questões de tribunal são levantadas de forma brilhante na trama. É uma história que deve ser vista e discutida. São valores morais que interferem na vida das pessoas, deixando claro o cotidiano comum e a possibilidade de assistir isso na vida real. Deixa balançado quem é a favor da pena de morte por explorar um sistema falho de justiça injusta. Sabemos que todo mundo é inocente até que se prove o contrário. Mas e se tudo que se provou foi falso? Um bom promotor (ou um bom advogado) pode fazer um mais um resultar em sete. E, ainda assim, a lei pode aceitar isso e decretar verdade. Um excelente filme.


Ficha Técnica

Título original:The Lincoln Lawyer
Gênero:Drama
Duração:1 hr 49 min
Ano de lançamento: 2011
Site oficial: http://www.thelincolnlawyermovie.com/
Estúdio: Lionsgate | Lakeshore Entertainment | Sidney Kimmel Entertainment | Stone Village Pictures
Distribuidora: Lionsgate (EUA) | Imagem Filmes (Brasil)
Direção: Brad Furman
Roteiro: John Romano, baseado no livro de Michael Connelly
Produção: Sidney Kimmel, Gary Lucchesi, Tom Rosenberg, Scott Steindorff e Richard S. Wright
Música: Cliff Martinez
Fotografia: Lukas Ettlin
Direção de arte: Charisse Cardenas (desenho de produção)
Figurino: Erin Benach
Edição: Jeff McEvoy
Efeitos especiais:Celluloid VFX





Rio 


O protagonista é Blu (voz original de Jesse Eisenberg), uma ararinha azul macho capturada no Rio de Janeiro que vai direto do seu ninho para o frio de Minnesota, onde é adotada por Linda (Leslie Mann). A vida dos dois é autocentrada, com um tomando conta do outro para tudo, sem deixar espaços para a moça se envolver com outro ser humano, nem para a pequena ave sequer aprender a voar. Até a chegada de Tulio (Rodrigo Santoro), um estudioso amante das aves que viajou até os Estados Unidos atrás da última arara azul macho que se tem conhecimento. Sua missão é levar a ave de volta para o Brasil, para se acasalar com a fêmea Jade (Anne Hathaway) e assim perpetuar a espécie.

Ainda há rótulos gritantes que detonam a cidade do Rio. E isso não era esperado (pelo menos por mim) em um desenho animado com diretor brasileiro. Tráfico de pássaros, micos roubando as pessoas para simbolizar trombadinhas e um menino de rua ajudando traficante para ganhar um trocado. Ainda que seja tudo verdade, será que era mesmo necessário? Acredito que não. Pricinpalmente pelo fato do público alvo ser infantil. E isso não acontece só no Rio de Janeiro. Por que essa insistência de que tudo que é ruim acontece aqui? Já estou farto de ver filmes que só mostram a favela e o lado podre do Rio de Janeiro. Será que só temos isso para mostrar? Não. E esta animação, felizmente, também fez questão de colocar isso.

O filme mostra um cenário amplo da cidade. Os personagens passam por diversos cartões postais e vão do Cristo Redentor à Copacabana. Se divertem no carnaval, sambam, voam de asa delta, dão de cara com o bondinho e se deparam até com a bunda da mulata brasileira (de forma rápida, lógico). Estamos falando de um desenho para divertir a família toda. Porém, infelizmente, é tudo retratado pinceladamente. A aventura é boa, mas poderia ser menos caricata com os cariocas. Estamos falando de uma fantasia. Blu e sua turma, sem dúvidas, vão divertir a criançada. Criança não tem maldade e não pesca essas coisas que nós, adultos, captamos nas mensagens embutidas da história. Mas, eu, sou adulto. Portanto, daria uma puxada de orelha no Carlos Saldanha. Não precisava, mesmo com o cenário real que vivemos, apresentar nossa cidade dessa forma. Já somos mal vistos, não é preciso reforçar. E, além de tudo, a animação permite um mundo fantasioso. Poderíamos ter visto um Rio de Janeiro sem violência.


Ficha Técnica


Título original: Rio
Gênero:Animação
Duração:1 hr 36 min
Ano de lançamento: 2011
Site oficial: http://www.rio-themovie.com
Estúdio: Blue Sky Studios | Twentieth Century Fox Animation
Distribuidora: Twentieth Century Fox Film Corporation (EUA) |
Direção: Carlos Saldanha
Roteiro: Don Rhymer, Joshua Sternin, Jeffrey Ventimilia e Sam Harper, baseado em história de Carlos Saldanha, Earl Richey Jones e Todd Jones
Produção: Christopher Jenkins
Música: John Powell, Sérgio Mendes e Will i.am
Fotografia: Renato Falcão
Direção de arte: Joan Cabot, Peter Chan e Rachel Tiep-Daniels
Figurino:
Edição: Harry Hitner e Randy Trager
Efeitos especiais:Blue Sky Studios





O Noivo da Minha Melhor Amiga




Rachel (Ginnifer Goodwin) e Darcy (Kate Hudson) se conhecem desde sempre e passaram os melhores momentos de suas vidas juntas. Rachel é a nerd que parece nunca ter feito nada de errado em sua vida. Darcy é a loira que adora ser o centro das atenções. O que fica difícil é digerir essa amizade de duas pessoas tão diferentes. Foi preciso até bolar uma coreografia das duas dançando para poder mostrar melhor que elas realmente eram amigas desde a infância. A cena é até boa, mas fica óbvio a tentativa de provar que as duas realmente eram amigas.

O filme é legalzinho, mas sem grandes surpresas. Até no título já vimos nomes parecidos. Ficaria mais inteligente (e até fugiria da mesmice) se tivessem deixado o título original: Something Borrowed (Alguma Coisa Emprestada). O que lembraria a superstição de que a noiva precisa usar algo emprestado de sua madrinha para ter sorte. E já sabemos quem é o "empréstimo" em questão. Quanto aos atores: Ginnifer Goodwin cumpriu seu papel, Colin Egglesfield mais parecia o robocop e Kate Hudson está excelente, como sempre.

Eu até gostei da trama, mas é muito previsível. Chega um momento que fica cansativo, é uma espera pelo não acontecimento do casório, espera pelo diálogo e uma lenga lenga de uma amizade de mão única. Sem falar na cena que nós, espectadores, estávamos esperando e que não aconteceu. O cara (que era um banana) já tinha resolvido tudo. Porém, por outro lado, foi até bom. Um robocop terminando relacionamento ficaria péssimo. Apesar de tudo, pra mim, valeu ter assistido. Só posso considerar filmes bons, ruins, péssimos e ótimos quando existem os medianos. Não tem nada nessa história que eu já não tenha visto antes. Mas, como em qualquer filme que escrevo, procuro analisar qual a mensagem que tentaram passar e não a parte técnica. E, nesse caso, mais vale um palavrão dito do que uma mudez pairando.

Ficha Técnica:

Título original:Something Borrowed
Gênero:Comédia Romântica
Duração:1 hr 43 min
Ano de lançamento: 2011
Site oficial: http://somethingborrowedmovie.warnerbros.com
Estúdio: Alcon Entertainment | Wild Ocean Films | 2S Films
Distribuidora: Warner Bros. Pictures (EUA) | Summit Entertainment | PlayArte Filmes (Brasil)
Direção: Luke Greenfield
Roteiro: Jennie Snyder, baseada no livro de Emily Giffin
Produção: Hilary Swank, Andrew A. Kosove, Pamela Schein Murphy, Aaron Lubin e Broderick Johnson
Música: Alex Wurman
Fotografia: Charles Minsky
Direção de arte: Jane Musky (desenho de produção)
Figurino: Gary Jones
Edição: Charles Minsky



Quero deixar um recado para os leitores da minha coluna. Tem pouco tempo que escrevo aqui no Niterói Tv, mas, para quem acompanha, já deu para notar que procuro variar semanalmente os gêneros. Comecei com aventura, passei para o terror, ficção e, na semana passada, escrevi sobre uma comédia romântica. Não há regras para que as resenhas publicadas aqui no site sejam sobre filmes que estão em cartaz. Eu é que prefiro que seja assim. É uma forma de estar sempre atualizado. Estou explicando tudo isso para dizer que meu objetivo hoje era escrever sobre essa nova série do "Velozes e Furiosos", mas saí do meu curso e não consegui pegar a sessão de 21h40 ontem. Acabei assistindo "O Noivo da Minha Melhor Amiga". Por isso, vocês estão lendo uma dobradinha seguida de comédia romântica. Não foi intencional. Para compensar (e variar um pouco), estou enviando a resenha do filme "O Turista", que chegou recentemente nas locadoras e é um filmaço. Confiram abaixo...


O Turista



Angelina Jolie vive uma inglesa que está sendo vigiada pela Interpol porque seu amado é um fugitivo da justiça. Ela usa um turista dos Estados Unidos como isca, no caminho até Veneza, para poder se reencontrar secretamente com o ladrão. Obviamente, nada sai como planejado. Johnny Depp interpreta o turista, com uma cara de inocência fantástica. Temos que concordar que reunir Johnny Depp e Angelina Jolie numa superprodução é uma estratégia e tanto para levar o público ao cinema. As provocações de Ricky Gervais na cerimônia do Globo de Ouro de 2011 foram afiadas e, como sempre, bem colocadas. Porém, discordo dos comentários e zoações contra "O Turista".

Muita gente tem criticado o filme. Eu achei um suspense charmoso, fugindo um pouco daqueles exageros das cenas de ação que a Angelina costuma fazer. Totalmente válido. O cineasta trouxe uma certa elegância para o casal, trabalhando perfeitamente com toda a sensualidade e exuberância de Angelina Jolie. As cenas nas águas de Veneza são excelentes, a fotografia do filme é linda e ainda podemos contar com um ar cômico entre os dois personagens (principalmente o Johnny Depp). É engraçado ver um professor de matemática correndo pelos telhados das casas.

O texto da trama é generoso com Depp ao lhe entregar um personagem um tanto caipira que acha que o idioma falado na Itália é o... espanhol! Apesar de não ter grandes surpresas na história, o entretenimento redondinho não ofende a ninguém (a não ser Ricky Gervais). E existe sim um suspense em torno do tal bandidão Alexander Pearce. Mesmo que a maioria do público descubra a identidade do moço logo na metade da trama (assim como eu, desculpa a modéstia), o filme não se torna pior e nem perde qualidade por conta disso. Eu curti pra caramba!

Ficha Técnica:

Diretor: Florian Henckel von Donnersmarck
Elenco: Johnny Depp, Angelina Jolie, Rufus Sewell, Bruno Wolkowitch, Julien Baumgartner, Clément Sibony
Produção: Lloyd Phillips, Graham King, Jonathan Glickman
Roteiro: Julian Fellowes, Christopher McQuarrie, Jeffrey Nachmanoff
Fotografia: John Seale
Trilha Sonora: Gabriel Yared
Duração: 122 min.
Ano: 2011
País: EUA / França
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: GK Films / Spyglass Entertainment
Classificação: 12 anos




Como Você Sabe


Se uma amizade com alguém muito legal começa a dar mais certo do que se imagina, como você sabe que está amando? Escrito e dirigido por James Brooks (Melhor é Impossível), Como Você Sabe é uma comédia romântica com um elenco de estrelas do cinema mundial, Reese Witherspoon, Owen Wilson, Paul Rudd e Jack Nicholson. Quem me conhece sabe o quanto gosto da Reese Witherspoon e do Jack Nicholson, mas a grande surpresa foi Paul Rudd. Confesso que não sabia nem o nome dele. Lembrava do rosto dele na série "Friends" e no filme "Nem Por Cima do meu Cadáver".

Nunca fiz muita questão nem de decorar o nome dele. Mas, agora, nessa trama a coisa muda de figura. Paul Rudd realmente surpreendeu e encantou o público interpretando um executivo que pode ser processado por atividades fraudulentas. O primeiro encontro do casal protagonista contraria qualquer filme que você já viu. Os dois ficam mudos. Lisa (Reese) não se permite ficar triste. É muito legal ver as frases coladas no espelho para ela não se deixar abater.

A atleta pede desculpas ao Manny (Owen Wilson) logo depois do sexo, fungindo da mesmice de qualquer mocinha que já vimos antes, que choraria ou largaria na hora um cara que deixa claro que sempre buscou sexo sem compromisso.

Não entendo o motivo do filme ter sido um fracasso nas bilheterias americanas. Aqui no Brasil, pelo que li, também não houve grande aceitação do público. No nosso país até dá para entender. Dão pouca importância para o cinema e a grande procura é por tiro, porrada e bomba. O longa trata de temas muito bacanas: uma atleta tentando lidar com uma aposentadoria precoce, um garanhão galinha, um pai corrupto, um executivo indeciso e uma grávida histérica.

São personagens com bagagem, com história para contar. Rola mais um romantismo do que comédia em si. E foi isso que deixou o filme tão interessante. Meu amigo, sentado na poltrona do meu lado no cinema, até disse que nunca torceu tanto para ver um beijo de um casal principal. Lembro dele falando que superou a torcida que ele tinha de ver um beijo entre Lucas e Jade (da novela "O Clone").

É incrível como os personagens nos dão a sensação de pessoas reais. E James L. Brooks consegue fazer a gente entrar na trama, refletir com os personagens, pensar o que faríamos no lugar deles e participar ativamente e emocionalmente durante aquelas horas.

Quero destacar que são poucos os filmes, nesse gênero, que se tornam realmente bons. Alguns pecam pelo excesso de romantismo, tornando uma coisa melosa e chata. Outros esbaldam no riso e esquecem do romance. "Como Você Sabe" deixa essa mistura de gêneros no ponto certo. Você ri e também se emociona com os personagens. Tenho que destacar as cenas da Kathryn Hahn (que faz a secretária grávida). A atriz ficou com cara de mãe de verdade, achei impressionante.

Já tinha assistido outros filmes com ela e a moça realmente tem talento. É um filme que não precisa que eu aponte algum defeito. Acho que a única coisa que eu colocaria era uma interrogação no título. Até porque, na história, nenhum dos personagens sabe de absolutamente nada. Todos eles parecem estar aprendendo e crescendo como pessoa. É um grande aprendizado, até para quem assiste.

Mensagens embutidas como: fazer sexo sem camisinha não é prova de amor, relevar uma frase dita por alguém num momento de raiva, essas coisas que a gente parece ter que ver para aprender. E, se você for assistir no cinema, repare o silêncio do público no momento de término do filme. É a sensação de trabalho bem feito, que não necessita de comentários. A trama agrada, e muito, o estômago de quem tá com fome.


Ficha Técnica:

Elenco: Paul Rudd, Reese Witherspoon, Jack Nicholson, Owen Wilson, Kathryn Hahn, Andrew Wilson, Shelley Conn, Jennifer Butler.
Direção: James L. Brooks
Gênero: Comédia Romântica
Duração: 116 min.
Distribuidora: Imagem Filmes
Status: Em cartaz



Thor



Thor (Chris Hemsworth) estava prestes a receber o comando de Asgard das mãos de seu pai Odin (Anthony Hopkins) quando forças inimigas quebraram um acordo de paz. Disposto a se vingar do ocorrido, o jovem guerreiro desobedece as ordens do rei e quase dá início a uma nova guerra entre os reinos. Enfurecido com a atitude do filho e herdeiro, Odin retira seus poderes e o expulsa para a Terra. Lá, Thor acaba conhecendo a cientista Jane Foster (Natalie Portman) e precisa recuperar seu martelo, enquanto seu irmão Loki (Tom Hiddleston) elabora um plano para assumir o poder. Mas os amigos do Deus do Trovão fazem a mesma viagem para buscar o companheiro e impedir que isso aconteça. Só que eles não vieram sozinhos e o inimigo está presente para uma batalha que está apenas começando.

O mais bacana da história é a mistura da ficção com a relidade, trazendo um personagem mitológico para o mundo real. Se fosse somente aquela aventura fantasiosa, talvez o filme se tornasse apenas comum. Não foi o caso. A Marvel, mais uma vez, não decepciona. Tudo é interessante, desde as cenas dos asgardianos (seres imortais) até os humanos comuns. Natalie Portman, como sempre, continua na minha lista de artistas talentosos e especialmente visuais. Aquele tipo de artista que você sente prazer em simplesmente ver. Preciso urgentemente assistir Cisne Negro. A turma mortal, de carne e osso, é protagonizada por ela e mais dois outros personagens. São eles que trazem um bônus de comédia ao filme. É hilário ver o Thor tentando se acostumar no nosso planeta, com nossos costumes e tudo mais. É no planeta Terra que Thor consegue evoluir como pessoa (sim, ele se torna mortal por um tempo). Thor aprende lições de humildade, se tornando mais merecedor do martelo Mjolnir, nome que nenhum mortal consegue expressar corretamente. E é no mundo de cá que as coisas mais engraçadas acontecem. Kat Dennings (Darcy) tem sacadas excelentes. A personagem tempera com uma pitada de humor totalmente apropriado.

O figurino foi muito bem feito, dava para notar um cuidado todo especial de cores e roupas, tornando aquele mundo impressionante. Resumindo: o filme é fantástico. Você vive aquela aventura junto com os personagens e, de brinde, ainda se diverte. Claro que todo roteiro merece um puxãozinho de orelha. Li que algumas pessoas acharam o romance dos protagonistas um tanto que rápido. Talvez seja. Mas qual mulher não ficaria besta em lidar com um ser de outro planeta? Que super-herói não se apaixonaria por uma bela Natalie Portman? Pode até ter sido rápido, mas nada que uma fogueira com céu estrelado não faça acender a chama da paixão. Não tenho nada para reclamar ou criticar. O filme é incrível. E, quem já conhece os mistérios e surpresas da Marvel no pós-filme, não levante da cadeira do cinema antes de terminar todos os créditos finais. Tem sempre um presentinho de algo que ainda está por vir. Não vou contar. Mas não deixe de conferir e divirta-se com as aventuras de Thor.

Ficha Técnica:

Título original:Thor
Gênero:Aventura
Duração:1 hr 54 min
Ano de lançamento: 2011
Site oficial: http://thor.marvel.com/
Estúdio: Marvel Studios
Distribuidora: Paramount Pictures
Direção: Kenneth Branagh
Roteiro: Ashley Miller e Don Payne, baseado em roteiro de Mark Protosevich e Zack Stentz e nos Personagens criados por Jack Kirby, Stan Lee e Larry Lieber
Produção: Kevin Feige
Música: Patrick Doyle
Fotografia: Haris Zambarloukos
Direção de arte: Kasra Farahani, Luke Freeborn, Sean Haworth e Maya Shimoguchi
Figurino: Alexandra Byrne
Edição: Paul Rubell
Efeitos especiais:Digital Domain / BUF / Legacy Effects / Luma Pictures / The Third Floor
Status: Em cartaz




Eu Sou o Número Quatro


Nove alienígenas fugiram do planeta Lorien, onde eram conhecidos por números, para se esconder na Terra. O objetivo era se esconder dos Mogadorians, inimigos que precisam eliminar todos eles - e na ordem certa - para que poderes especiais não possam ser usados contra eles no futuro. A caçada já começou e os números Um, Dois e Três já foram assassinados. O número Quatro vive disfarçado entre os humanos, como John Smith (Alex Pettyfer), ajudado por seu protetor Henri (Timothy Olyphant) na tranquila cidade de Paradise, em Ohio. Enquanto descobre seus novos poderes, John conhece a estudante Sarah Hart (Dianna Agron) e se apaixona por ela, colocando em risco a vida de ambos e o futuro de sua raça, porque o inimigo já os localizou. A sua sorte é que a número Seis (Teresa Palmer) também o encontrou e pode ajudar na batalha.

Confesso que esperava um pouco mais do desenrolar da trama, mas as cenas são boas e os efeitos especiais também. No quesito intepretação é que faltou mais, bem mais. Já o roteiro não é completamente ruim, consegue entreter nas quase duas horas de filme (apesar do clichê). Está na moda essa coisa de um ser de outro mundo se apaixonar por uma humana. Já vimos isso em Crepúsculo, fica impossível não comparar ou lembrar. Sendo assim, originalidade não há. Porém, para um filme de ação, a história não deixou a desejar. Conseguiu deixar o público sem respirar em determinadas cenas de ficção com fantasia. Gostei da atuação de Teresa Palmer (a moça de número seis), pena que suas aparições foram curtas. Se é que realmente vão fazer uma continuação para a trama, poderiam aproveitar mais a personagem.

Na minha opinião, vai ser difícil emplacar uma série. Não acho que a trama tenha bagagem para tanto. A história é baseada em um livro (que não li e nem quero) e foi adaptado por Al Gough e Miles Millar. Surpresa nenhuma, já que são os mesmos criadores de Smallville. Como falei anteriormente, falta originalidade. Bastou tirar o "S" da camisa do Superman e bolar uma historinha insossa de um alienígena quase-humano que se apaixona por uma humana. Não é um dejavu, mas já vi isso antes.

Outro furo é deixar em aberto coisas que não sabem se vão poder contar futuramente. Não vou dizer o que é para não atrapalhar quem ainda não assistiu o filme, mas muita coisa não foi contada. Isso é desrespeitoso quando ainda não se tem certeza de uma continuação. No entanto, apesar de tudo, é válido assistir. Só não espere mais do que uma sessão da tarde.

Ficha Técnica:

Título original: (I Am Number Four)
Lançamento: 2011 (EUA)
Direção: D.J. Caruso
Atores: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Dianna Agron, Kevin Durand.
Duração: 110 min
Gênero: Ação
Status: Em cartaz




Pânico 4




A heroína Sidney Prescott (Neve Campbell) está em Woodsboro para encerrar a turnê de divulgação de um livro de auto-ajuda campeão de vendas, em que conta como deu a volta por cima. Seu sucesso provoca o ciúme da repórter Gale Weathers (Courteney Cox), enfim casada com o xerife Dewey (David Arquette) – está aí a trinca de sobreviventes dos filmes anteriores. Acontece que os amigos da adolescente Jill (Emma Roberts), prima de Sidney, começam a ser mortos e a turma junta os pontinhos para descobrir que alguém está tentando imitar os assassinatos do "Pânico" original. No entanto, não se empolgue.

É uma mistura insossa de terror com comédia. Acho que o misto de gêneros tem que acrescentar e só sinto isso na mistureba de ação com comédia. Dessa forma você consegue atrair os marmanjos que gostam das explosões e as mocinhas que gostam de comédia romântica. Isso sim é uma forma inteligente de atrair público de todas as áreas. Mas não consigo sentir isso no terror com comédia, parece que um anula o outro. Fui ao cinema para assistir um terror e fiquei feliz até de ter comprado para a sessão de meia noite. Porém, Pânico 4 virou uma comédia (não no sentido bom da palavra). Foi difícil digerir.

O filme acabou se transformando na paródia do "Todo Mundo em Pânico", que faz deboches excelentes aos Pânicos anteriores. O roteiro é muito mal feito, não convence nem como terror e nem como comédia. Cenas de chutes fracos jogando o adversário longe, panelada na cabeça de policial e a vingança de uma vida numa única facada (essa só vai entender quem assistiu, não posso contar mais que isso). Não teve susto e ficou difícil levar as mortes a sério. Faltou suspense, faltou adrenalina, faltou aquela pontinha de medo dos filmes de terror. Mas você vai dar boas risadas, só que não somente por diversão. Sabe quando você ri e sente vergonha pelo próximo? É exatamente isso.

Ficha Técnica:

Elenco: Neve Campbell, David Arquette, Courteney Cox, Emma Roberts, Hayden Panettiere, Adam Brody, Rory Culkin, Marley Shelton, Erik Knudsen, Nico Tortorella, Anthony Anderson, Marielle Jaffe, Mary McDonnell, Alison Brie, Anna Paquin, Kristen Bell, Shenae Grimes e Lucy Hale.
Direção: Wes Craven
Gênero: Terror
Duração: 103 min.
Classificação Indicativa: 14 anos
Distribuidora: Imagem Filmes



127 horas


O filme é baseado em uma história real vivida pelo alpinista Aron Ralston. Passeando, em abril de 2003, no Canyon Bluejohn (em Utah), o moço aventureiro cai em uma fenda e fica com o braço preso em uma rocha. Antes disso, uma paisagem linda é exposta na telona, deixando o espectador de queixo caído com tantos monumentos naturais. Até que o rapaz fica preso (e a gente junto), torcendo para que ele consiga logo se livrar daquela maldita rocha. James Franco está excelente em cena.

Claro que o clima favorece e o personagem também, já que a filmadora é sua única forma de se expressar. E nós, espectadores, ficamos como ouvintes, como se o alpinista estivesse gritando todo o seu desespero e pedido de ajuda pra gente. Muito interessante quando Aron lembra que esqueceu um isotônico no carro e são mostrados vários comerciais de sucos e refrigerantes estupidamente gelados.

Todas as cenas são vindas da própria imaginação do rapaz. E não posso deixar de lembrar que o cara valente não perde o bom humor, o que não deixa as coisas menos desesperadoras. A trama é tensa e angustiante. Danny Boyle (diretor) foi esperto e encaixou cenas extras de possíveis acontecimentos caso o incidente não tivesse acontecido. Aron namorando. Aron com os amigos. Aron atendendo o telefonema (que não atendeu) de sua mãe. Aron curtindo a vida em uma festa com as meninas que acabou de conhecer. Aron e sua antiga paixão. Aron avisando no trabalho que viajou. Coisas que ele na realidade não fez, mas é mostrado ao público. Uma jogada de mestre. Foi um trunfo para não deixar o filme cansativo.

E vamos combinar que é complicado entreter um público por mais de uma hora em um mesmo ambiente. Mas Boyle deu conta do recado, tornou uma história "parada" em algo dinâmico. O que peca um pouco é a trilha sonora. Por vezes, toca uma musiquinha alegre e fica inapropriada para um momento de suspense. Mas passou despercebido. A superação de Aron Ralston é emocionante e o filme também. Vale conferir.

Ficha Técnica:

Elenco: James Franco, Lizzy Caplan, Kate Mara, Amber Tamblyn, Clémence Poésy, Kate Burton, Darin Southam, Elizabeth Hales, Patrick Gibbs.
Direção: Danny Boyle
Gênero: Drama
Duração: 93 min.
Distribuidora: Fox Film



11h14



Cinco histórias diferentes acontecem paralelamente em uma cidade de Middleton. Um bêbado. Um grupo de adolescentes. Uma atendente de loja de conveniência. Um pai preocupado. Dois namorados enrolados. Todas as situações são mostradas ao espectador em partes que se entrelaçam.

Tudo é interligado. E tudo acontece ao mesmo tempo, às 11h:14, ao redor de uma esperta adolescente. As coisas não param de acontecer fora do planejado por ela, com várias mortes acidentais ocorrendo. Algumas até bizarras, sendo mais engraçadas do que trágicas. O filme é muito interessante, por mostrar detalhadamente o rumo de cada personagem. E volta com sabedoria pra encaixar tudo em seu devido lugar, não esquecendo em nenhum momento que toda a trama aconteceu no mesmo minuto.

Até os acontecimentos anteriores ao exato horário do titulo foram muito bem utilizados para uma continuação de cena. Impecável. Um filme sem mocinhos, onde todos os personagens cometem algum erro (ou fazem alguma burrada). É engraçado de ver como cada um reage diante do inesperado e mais cômico ainda porque, por vezes, ficamos com pena da menina-vítima e depois rimos (sim, acredite que você também vai rir) na hora que a menina-má é atropelada por uma van. E para embolar mais ainda a sua cabeça, digo que a menina-vítima e a menina-má são a mesma personagem. Não se engane. Não é um deboche. É um suspense (ok, com pitada de comédia) muito bom, que (infelizmente) não foi lançado nos cinemas brasileiros. É muito bacana ver como o trágico pode ser cômico quando falta diálogo.

Um Parto de Viagem



O filme narra a história de Peter (Robert Downey Jr.), um arquiteto um tanto quanto esquentado em uma viagem de negócios, que está prestes a se tornar pai. Sua vida vira de cabeça para baixo quando surge em sua vida o desencanado e meio infantilizado aspirante a ator Ethan (Zach Galifianakis). Graças a um mal-entendido no avião, os dois são colocados na lista de pessoas proibidas de voar.

Após perder os seus documentos, Peter se vê obrigado a aceitar uma carona oferecida por Ethan de volta para Los Angeles. Infelizmente, o roteiro ficou bem parecido com "Se Beber, Não Case" (do mesmo diretor Todd Phillips). É chato quando a gente assiste algo que nos dá a impressão de repeteco. Fica previsível demais. Quem assistiu "Antes Só Do Que Mal Acompanhado" (de 1987, com Jonh Candy e Steve Martin) vai saber do que estou falando. Até a situação do aeroporto é parecida.

Em Hollywood nada se cria, tudo se refilma. No entanto, não posso deixar de citar algumas cenas hilárias e politicamente incorretas. Em uma delas, Robert Downey Jr dá um soco no estômago de um garoto chato. Em qual filme você já viu um adulto dar um soco no estômago de uma criança insuportável? Ok, em alguns. Mas alguma vez riu disso? Outra cena bem bacana é quando o mesmo Robert Downey Jr conta a triste história de ter sido abandonado pelo pai e o personagem de Zach Galifianakis ri descontroladamente.

Uma cena (que poderia ser emocionante) e se torna cômica. Os dois atores estão impecáveis e a história cumpre o papel de tirar algumas risadas. Porém, pra mim, não preenche. É uma comédia gostosa, que desce geladinha (feito uma coca-cola). Mas dizem que quando estamos com sede, somente água resolve.

Ficha Técnica:


Elenco: Robert Downey Jr., Zach Galifianakis, Michelle Monaghan, Juliette Lewis, Jamie Foxx, Alan Arkin, Matt Walsh, RZA, James Martin Kelly, Mimi Kennedy, Rhoda Griffis.
Direção: Todd Phillips
Gênero: Comédia
Duração: 95 min.
Distribuidora: Warner Bros.



Trapaceiros



Trapaceiros conta a história do casal Ray e Frenchy. Ray (Woody Allen), assaltante de meia tigela que passou uns bons anos na cadeia, arquiteta um plano para assaltar um banco. Para isso precisa de um dinheiro que sua esposa Frenchy (Tracey Ullman) economizou durante anos como manicure.

Não podemos esquecer que todos os filmes de Woody Allen tem características próprias. Seja pela trilha sonora ou pela forma de contar a história, como se fosse uma marca registrada de assinatura. Qualquer um sabe reconhecer o que é um filme a lá Woody Allen. Ele é o mestre do humor sarcástico. Eu assisto os filmes dele sem ordem de novo ou antigo, simplesmente vou assistindo. E acho que os mais recentes estão cada vez melhores. "Tudo Pode Dar Certo" e "Vicky Cristina Barcelona", até agora, são os meus prefereridos. Muito melhor do que essa infinidade de filminhos medianos que Hollywood insiste em nos apresentar.

Vou repetir uma frase que li na internet: "Qualquer um poderia ser malhado por querer ser Woody Allen, nunca ele mesmo." Em "Trapaceiros", Woody Allen embute a mensagem de que riqueza nem sempre é sinônimo de felicidade. Claro, com um humor refinado fantástico.

Quem quiser falar mal, pode falar. Mas vamos concordar não se vê a todo momento roteiros tão originais. Até hoje nunca assisti um filme ruim de Woody Allen. E olha que eu tento bastante procurar um não tão bom. Mas só consigo o contrário: me tornar cada vez mais fã. Se tem pessoas para falar mal, pois que falem. Woody Allen, estou contigo sempre. Se um dia você for comprovado no tribunal como louco, ficarei do seu lado. Pode me chamar para ser testemunha, mesmo que me considerem um maluco também.

Ficha Técnica:

Título original: (Small Time Crooks)
Lançamento: 2000 (EUA)
Direção: Woody Allen
Atores: Woody Allen, Tracey Ullman, Tony Darrow, Hugh Grant.
Duração: 95 min
Gênero: Comédia